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24 Rés-do-Chão

24 Rés-do-Chão

You should've learned by now, missy

Eu sabia todos os factos para tomar a decisão correcta, mas mais uma vez, o coração e a esperança, aquele sentimento estúpido que mantém vivo qualquer premissa de um final feliz, levaram a melhor e agora é a hora do arrependimento, aquele sentimento que corrói e que me vem dizer "eu bem te avisei".

O problema é meu, que tenho azar.

Uma amiga minha diz que ando revoltada com tudo e até ando, tenho que admitir. Mas depois há certas situações que não ajudam, pronto, pessoas que não ajudam, vá, pessoas do sexo masculino que não ajudam!

Para quem ler isto não pense que falo de todos os homens, não, eu não conheço assim tanto homem, falo de alguns homens com quem tive o prazer (denote-se a ironia) de estabelecer relações.

Para quem é um leitor mais atento aqui do blog, sabe que não tenho muita sorte com os homens. Desde homens que não superaram as ex-namoradas, a homens que passado uns meses de estarmos juntos lembram-se que não querem nada sério para passado uns tempos começarem uma relação séria. Homens que dão um belo romance de verão, mas que cortam relações que não existem para mais tarde te voltarem a procurar, sem motivo aparente, só porque sim, sem conversa, como se tivessem medo que mordas, quando és inofensiva, porque eu sou inofensiva e pés-no-chão. A homens que tentam conquistar duas melhores amigas ao mesmo tempo e achar que vão passar despercebidos.

Não sao os homens que são todos iguais, sou eu que sou um iman de homens cuja noção da realidade não é a melhor e a quem a racionalidade não assiste.

Portanto, jamais voltarei a dizer que os homens são todos iguais. Até porque os casos apresentados têm pouco em comum, sem ser o óbvio, que são completos idiotas, porque eu sou um bom partido!

Devido ao meu historial deixava-vos um conselho, que seria para não confiarem em homens que sabem tocar guitarra e que têm um paleio que dava para demover um psicopata de cometer homicídio, mas claro que casos são casos e eu não quero generalizar. O problema sou eu, não são eles.

Um conselho para mim própria

Tenho que começar a contrariar o normal, o correcto, o conveniente. Contrariar-me. As coisas não caiem do céu, pelo menos, não a mim.

Estou a ser vaga, é uma mania minha não entrar em demasiados detalhes, mas nem eu sei os detalhes, apenas sei que não posso mais deixar o medo demover-me, dominar-me, porque não me posso dar ao luxo de esperar sentada pelo que eu quero. Se não der certo, posso sempre lembrar-me do que um dia a minha mãe me disse por outras palavras, mais vale arrependermo-nos pelo que fizemos, do que ficarmos na dúvida pelo que nunca aconteceu.

Noite de dúvidas

Ultimamente tenho-me perguntado se é este percurso profissional que eu quero para mim, para o resto da minha vida e, quase sempre, a resposta balança para o não. Quero isto, quero um pouco do que isto tem para me oferecer, mas não para o resto da minha vida, ou pelo menos, não exclusivamente. Tudo isto, porque quero mais, mais do que este curso parece ter para oferecer.

Não me apresenta desafios e sem estes não tenho vontade de apostar, investir tempo e suor e horas sem dormir. Não quero, vejo-me a fazer de tudo e quero aprender sobre tudo.

Consequentemente, sinto-me perdida e presa. Porque enquanto estudo isto e me preparo para o mercado lá fora, penso que não pode haver lugar para mais nada, uma simples escolha, quando neste momento as escolhas são tão escassas.

Talvez a culpa seja só minha, que quero sempre mais e que nunca estou satisfeita e que enquanto estudo Marketing ou Estratégia, me vejo a estudar Programação, Contabilidade ou Literatura, o Inglês ou o Francês.

Este é o meu último ano, mas sinto-me tão desorientada como me senti no meu primeiro ano de caloira.

Bipolaridade.

Sou de extremos, no sentido mais puro da palavra. Tanto estou a dançar descalça pela sala como me afundo na cadeira ao som da melancolia. O mesmo se passa com a minha cabeça e é por isso que talvez a minha mãe tenha razão acerca da tua atitude, agora que estou longe da vista, talvez esteja longe do coração. Eu sou mais de querer o que não posso ter, portanto.

Desabafo

Detesto que para tudo o que seja Ensino Superior tenha que ser a partir das médias! Pronto, confesso que a minha média é uma miséria, mas não é porque não seja inteligente, apenas nem tudo me interessa ou cativa da mesma maneira, não posso perceber tudo ou gostar de tudo e, por isso, há sempre aquelas cadeiras que têm que ser feitas à pressão, é sacar um 10 e está feito! E desculpem lá se não sou de estudar três semanas antes, não consigo, mas sei que se o fizesse teria melhores notas e isso irrita-me.

Irrita-me que tenha planos e que a média seja um obstáculo. Irrita-me estar no terceiro e último ano e ver que podia ter feito melhor. Sou sempre o mesmo desastre.

Confesso-me!

Fui às praxes este ano. Não me atirem pedras já, se faz favor.

 

Depois de ter escrito este post e de ter ido para as aulas terça-feira (porque não tenho aulas às segundas) à civil e de ter falado com alguns caloiros, pus-me a pensar. Se não gosto a 100% do espírito académico que se vive naquela faculdade posso sempre praticar o meu e tentar incuti-lo aos outros caloiros ou tentar remar contra a maré e afundar-me, claro está! Mas pronto, decidi que não tinha que deixar de ir só porque acho que maioria dos veterenos e comissão estão-se a borrifar para o espiríto e querem é borga.

Fui e não podia ter decidido melhor. Além de me ter divertido, acabei por aplicar algumas actividades que nunca foram feitas antes nesta faculdade e proporcionar alguns momentos de diversão a alguns caloiros.

No final desta semana, penso que afinal não vou remar contra a maré, três caloiras deram-me a honra de as baptizar e ser sua madrinha e talvez, talvez, lhes consiga passar alguma mensagem do que é a praxe para mim e fazer delas veteranas com orgulho no traje que vestem e futuras maravilhosas madrinhas.

 

Isto é dos ares do Norte, sei que vim uma pessoa diferente e ela está a revelar-se!

Confissões de uma universitária.

Sou a única pessoa que não acha que a melhor das melhores fases da sua vida é a académica? Não acho piada ao espírito académico de Lisboa, embora tenha adorado ser caloira, odiei ser veterana na faculdade que frequento. Pronto, já disse, crucifiquem-me.

Admito que é uma fase importante, onde temos que começar a moldar as nossas vidas no que toca à vida profissional, é também uma grande ajuda para moldar o carácter e acarretar novas responsabilidades, aí admito que está a ser uma importante fase da minha vida. Mas eu ainda sonho com o mudar de cidade, procurar de casa e dividi-la com indivíduos que primeiro se estranham mas depois se entranham (e talvez não!). E é desse sonho que pretendo correr atrás quanto terminar este curso. Podem chamar-me maluca, mas conhecimento não ocupa lugar e ter vindo sozinha para o "fim do mundo" fez-me perceber que não ter de quem depender e sair das asas e mira da família significa crescimento a vários níveis. Chamem-me louca, mas eu quero sair de Lisboa e rumar a Norte, conhecer novas pessoas e arrepender-me se tiver que ser, mas quero fazê-lo. Quero saber se o problema é de Lisboa, a cidade que sempre será minha, de mim ou das pessoas que não me deixam ser quem sou.

Quero simplesmente viver a experiência que não pude ter, infelizmente, quando primeiro me candidatei à faculdade. E admito que me apaixonei pelo Douro e que é o meu segundo lugar favorito neste mundo.