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24 Rés-do-Chão

24 Rés-do-Chão

Nascida em 1992, quem diria?

Hoje uma senhora disse que eu parecia ter 16 anos, mas logo de seguida, um rapaz disse que eu parecia ter 15. Quando lhes disse que caminhava para os 22, ficaram com cara de surpresos. Ora, eu não sei se deveria ficar radiante ou chorar que nem uma madalena, afinal de contas tudo tem os seus prós e contras, neste momento só vejo os contras.

Depois a minha mãe queixa-se que eu compre tanta maquihagem.

V de vai e de volta

Tenho tantas saudades disto! E vou voltar, porque parte da minha vida também é escrever, portanto, deêm-me só mais umas semanas e estarei de volta com um espiríto novo.

Ando a tentar criar uma estrutura gira, novos assuntos, mais variados e mais opiniões, menos lamechisses e dramas e principalmente algo mais eu.

 

Tanto se passou na minha vida nestes últimos meses, tantas novidades boas. Quero falar disto tudo e partilhar com quem ainda andar por aí. Só mais um pouco de paciência e prometo estar de volta.

De mim para mim

Nem sempre dá para descrever por palavras aquilo que se sente. Muito menos explicar por palavras aquilo que não se sabe ao certo. Eu só sei que sinto um mau estar no estômago, como se as famosas borboletas se tivessem transformado num pequeno furacão. 

Isto tudo começa com as expectativas, que são sempre altas, mesmo que estejam a milímetros do chão. Eu já devia ter aprendido, mas eu nem à terceira.

Não consigo sair deste turbilhão. Não sei porquê que foi um golpe tão fundo. Se o golpe, no final de contas, fui eu que o causei. Não, desta vez fui dura e disse não, embora tenha fraquejado, por uns pequenos momentos, fui ingénua e não quis ver. Mas desta vez, o silêncio leva a melhor.

Eu, o estágio, a minha crush e o meu blogue.

Sabem a sensação de estarem onde deveriam estar e sentirem-se realizados? Pois muito bem, meus senhores e minhas senhoras, é exactamente assim que me sinto no final de quatro semanas de estágio. 

É tão bom acordarmos e sentirmo-nos confiantes e felizes por irmos para um local de trabalho onde gostamos de estar e onde estamos a aprender bastante. É claro que às vezes dou por mim na palhaçada e trabalho nem vê-lo, mas aí também está a piada. 

Não me quero ir embora, a verdade é essa (embora ainda faltem cerca de três semanas). Quero ficar mais tempo, quero prolongar o estágio e aprender tudo aquilo que quero e sei que posso aprender, retirar o maior partido desta experiência e da condição de estagiária, porque uma vez que o deixe de ser, o peso nos ombros vai ser enorme. Sinto que esta é uma oportunidade única e embora ande super cansada e me veja sacrificar algumas aulas de vez a vez, ao final do dia penso que vale a pena cada corrida para o comboio, cada euro para o autocarro, cada hora a menos dormida, porque todo o sacrifício é feito de bom grado.

É claro que sei que não sou a super-mulher, mas não me vejo sem esta rotina nos próximos meses. Sem a convivência com as pessoas que fazem parte do meu dia. Sei que é mau, porque eventualmente terei de me ir embora, mas que não seja já, só isso. Embora, caso isto vá para a frente, chovam críticas de várias frentes.

É esperar para ver, pode ser que a sorte continue a bater à porta.

Quanto à minha crush, para esses lados não há sorte que me salve. Mas conheci tanta boa gente e divirto-me sempre tanto que não há tempo para amores e desamores.

 

BIG P.S.: O blogue fez um ano! Muitos parabéns ao cantinho mais negligenciado da blogosfera. Não estás esquecido.

A Cátia foi às compras

Há quem diga que fazer compras é uma espécie de terapia, contudo, eu não concordo. Ontem fui à Primark do Colombo na ilusão de encontrar calças clássicas a 6€ cada. Qual quê. Haver havia, é verdade, mas eram todas de 36 para cima, coisa que a minha cinturinha 34, para o modelito em questão, não segura; E não eram lá muito bonitas. Atenção isto não é para fazer inveja, é nestas alturas que ser magra não é lá muito bom - na falta de uma palavra melhor.

Depois desisti de procurar calças clássicas na Primark e fui a outras lojas como a H&M e a Zara e até encontrei umas coisas giras, mas foi na Mango que me rendi, quando estava convencida que sairia de lá de mãos a abanar. Depois de experimentar 5 pares, apaixonei-me por umas e trouxe-as comigo juntamente com outro par da Pimkie a 7€ e duas camisas brancas da Primark, tive que lá voltar porque de camisas lá a dita loja estava cheia e a bom preço. Com mais umas bugigangas foram-se 50€ de uma virada.

O terapêutico nisto tudo foi chegar a casa e experimentar os conjuntos que vou usar no estágio, modéstia à parte, ficam-me bem. Aproveitando a deixa, o estágio vai mesmo acontecer!

Mas fazer compras é terapêutico? Não caio mais nessa, meus amigos, o stress de andar a correr loja atrás de loja e ver o dinheiro a voar, é tudo menos terapêutico.

 

O que é terapêutica é receber livros no correio. Ou comprar livros no geral.

Primeiras impressões

Começo a achar que, afinal, as primeiras impressões não contam para quase nada, e a perceber que temos que dar espaço às outras pessoas para nos mostrarem um outro lado delas, que à primeira é difícil de conhecer e compreender - e transmitir.

Acabei por perceber que faço algo que gostaria que os outros não fizessem comigo, que é, não me julgarem aos 15 minutos de conversa. Peço que me dêem tempo para demonstrar o porquê de certas atitudes, opiniões e manias (não que tenha que justificar algo, mas às vezes somos mal compreendidos). Porque o nosso passado - como a infância, educação e experiências -, acaba por influenciar o nosso presente e futuro, não que justifique certas atitudes, mas isso são outras conversas.

Há pessoas que dado o devido espaço e "empurrão" nos conseguem surpreender pela positiva e até ensinar-nos algumas coisas, é preciso é ter uma mente aberta e dar o benefício da dúvida.

E é bom quando isso acontece e é por isso que julgar é mau, que fechar as portas a alguém que mal conhecemos não é correcto e justo. Por isso é que as primeiras impressões não devem influenciar a 100% as nossas opiniões. As pessoas que achamos que serão as últimas a desiludir-nos, geralmente, são as primeiras e vice-versa. O mundo é traiçoeiro e troca-nos as voltas vezes sem conta, mas por vezes pergunto-me se, na maioria dessas vezes, não seremos nós o nosso verdadeiro inimigo.